
Como uma borboleta que acaba de romper o invólucro da pupa, movimenta suas asas para sentir os novos ares. Acordará cedo, na cabeça inúmeros planos, projetos e afazeres. Cronometrou o tempo, traçou caminhos, afinal, estava quase pronta para mudar de fase, quase pronta para nascer.
Acomodou-se na poltrona, observou ao seu redor, somente desconhecidos, logo, remeteu ao seu novo vôo, não sabia se já estava preparada, mas havia chegado o prazo dado por sim mesma, precisava cumprir mais essa meta e lá ela estava, porém toda ansiosa, só mesmo a forte chuva desviava seus pensamentos.
Queria chegar o mais rápido possível, o relógio já fatigado, resistia aos solavancos do afoito braço irrequieto. Desenhou, brincou, digitou e cantarolou. Fez tudo que ela mais gostava de fazer em suas horas vagas, mas nada adiantava, no peito o aumentar da angústia em esperar.
Enfim, eis a chegada. Dia nublado, céu nebuloso e pelas ruas escuras correntezas d’água, coisas que inflavam seus medos, temia que algo não saísse da maneira que planejava. E aquela sensação que tanto a desagradava invadiu e tomou seu corpo, movimentos e pensamentos desconexos, estava perdida, segundos e minutos de apreensão, aff...
Deu tempo ao tempo, deixou com que as coisas acontecessem, lutando contra suas convicções bloqueou seus planos, apenas permitiu que tudo se resolvesse, ela que andava ainda mais descrente, voltou a acreditar no poder do destino, na interseção do acaso ou da sorte, e por isso, então soltou: “o que tiver de ser, será”.
E por fim, acabou sendo, depois de lutar contra a resistência do casulo, havia se libertado e estava de encontro com seus próprios ventos, tentava desenhar no ar sua tamanha felicidade, no seu rosto um sorriso largo e bobo, não visto pelos olhos, mas percebido e gravado pelo olhar cardíaco e nele, no coração, batidas amenas, resultado da satisfação em ser vitoriosa nessa sua nova conquista. Que bons ventos venham, limpe esses céus e que na manhã seguinte, outras borboletas também possam vir brincar.
Acomodou-se na poltrona, observou ao seu redor, somente desconhecidos, logo, remeteu ao seu novo vôo, não sabia se já estava preparada, mas havia chegado o prazo dado por sim mesma, precisava cumprir mais essa meta e lá ela estava, porém toda ansiosa, só mesmo a forte chuva desviava seus pensamentos.
Queria chegar o mais rápido possível, o relógio já fatigado, resistia aos solavancos do afoito braço irrequieto. Desenhou, brincou, digitou e cantarolou. Fez tudo que ela mais gostava de fazer em suas horas vagas, mas nada adiantava, no peito o aumentar da angústia em esperar.
Enfim, eis a chegada. Dia nublado, céu nebuloso e pelas ruas escuras correntezas d’água, coisas que inflavam seus medos, temia que algo não saísse da maneira que planejava. E aquela sensação que tanto a desagradava invadiu e tomou seu corpo, movimentos e pensamentos desconexos, estava perdida, segundos e minutos de apreensão, aff...
Deu tempo ao tempo, deixou com que as coisas acontecessem, lutando contra suas convicções bloqueou seus planos, apenas permitiu que tudo se resolvesse, ela que andava ainda mais descrente, voltou a acreditar no poder do destino, na interseção do acaso ou da sorte, e por isso, então soltou: “o que tiver de ser, será”.
E por fim, acabou sendo, depois de lutar contra a resistência do casulo, havia se libertado e estava de encontro com seus próprios ventos, tentava desenhar no ar sua tamanha felicidade, no seu rosto um sorriso largo e bobo, não visto pelos olhos, mas percebido e gravado pelo olhar cardíaco e nele, no coração, batidas amenas, resultado da satisfação em ser vitoriosa nessa sua nova conquista. Que bons ventos venham, limpe esses céus e que na manhã seguinte, outras borboletas também possam vir brincar.
8 comentários:
Amém.
Bj lindinha.
Vc escreve com uma maneira tão sublime... Delineando uma história com traços perceptiveis não só aos olhos como tbm ao coração, faz as palavras tornarem-se vivas, o texto em si vivo! Parabéns!
Lindo texto!
Bjs
Gostaria de agradecer imensamente pelas palavras e visitas...
Muito bom receber presentes especiais assim!!
Beijinhos a todos...
MAIOR COINCIDÊNCIA NUNCA MAIS VAI TER..ADVINHA QUE MÚSIVA ESTAVA ESCUTANDO QUANDO ABRI SEU BLOG?
"ESQUADROS" NÃO SÓ POR ISSO A IDENTIFICAÇÃO FOI ENORME...
PRAZER...
Olá Sensatus, bem vindo a Esquadros...
Fico feliz que tenha gostado, talvez tudo se explique pela junção do acaso e da sorte!!
Volte sempre!
fazia tempo que não vinha aqui e o que encontro é um texto desses. de borboletas e de vôos. de delicadezas e de medos.
minha paixão e meu medo por borboletas se misturam. e eu continuo gostando de você, lu. ainda que tão distante.
beijobeijo! Rá. =*
Oi moça,
Vim aqui pra te deixar um beijo de feliz natal.
Muita alegria e paz na noite de hoje.
Até mais. :)
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