terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
Medo da culpa de amar
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
Gramática do amor

Não escrevo só para expressar o que abafa minha fala, mas escrevo por ter a necessidade de não deixar as palavras serem carregadas pelo vento, a correria de uma vida atribulada faz vendaval nos dicionários, embaralha todas as letras e por si só faz incompreensíveis todas as frases.
Ainda bem que nos resta a língua do amor, idioma unânime em todo o mundo, ou melhor, entre todos os seres, fácil compreender um olhar de querer bem, um sorriso de felicidade, um afago de carinho ou um beijo de paixão, simples como deveria ser todas as coisas, mas complicamos tudo, criamos regras gramaticais para o amor, grupos de fonemas, conjunto de palavras, regências e um monte de associações que deixam quem realmente tem o prazer de amar com vontade de ter um coração analfabeto.
O amor não cabe medidas, regras ou sínteses, no amor só nos cabe amar, por mais bobo que possa parecer. Ele é o que mais de verdadeiro é nos permitido viver, algo que jamais se compra ou vende, ou se troca, ou se empresta, por ser único apenas pode ser compartilhado...